As Crianças Falam?

Mobilizações públicas acerca do recreio escolar — evento na EMERJ, 5 de novembro de 2024.

Qual é o lugar das crianças na construção do projeto de educação pública? Como se dá a resposta dos adultos à fala e à ação coletiva das crianças nas suas reivindicações sobre a educação que recebem?

O acúmulo de pesquisas ao longo de mais de uma década sobre a participação das crianças na escola, e mais recentemente no âmbito do projeto de pesquisa “Fazendo Comuns: a educação como projeto intra e co-geracional”, coordenado pela Profª Lucia Rabello de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, aponta como um dos resultados mais significativos a reivindicação dos estudantes acerca do seu espaço e tempo para o recreio.

O presente evento se propôs a debater, de forma interdisciplinar e co-geracional, essa demanda política das crianças com diferentes atores da sociedade civil organizada. Pretendeu-se dar visibilidade pública para este assunto de modo que as crianças possam ter suas vozes ouvidas e amplificadas na interlocução com outros segmentos sociais.

  • 5 de novembro de 2024
  • Escola de Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ)

Mesas e painéis

O evento foi organizado em uma mesa de abertura e três painéis que articulam teoria, mobilização estudantil e a construção co-geracional do cotidiano escolar.

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Mesa de Abertura

Na abertura, é feita uma introdução ao evento no sentido das razões e motivações para que ele ocorresse. A mesa conta com a participação dos presidentes do Fórum Permanente da Criança, do Adolescente e da Justiça Terapêutica da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro, da coordenadora-geral do Projeto Fazendo Comuns e dos próprios estudantes participantes do projeto.

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Painel 1: De que se trata a pauta política do recreio escolar?

O primeiro painel do evento levanta o questionamento sobre o que significa a pergunta-título do evento: “As crianças falam?”. Discute a respeito do que está em jogo na demanda política das crianças pelo recreio escolar e como a ação dos estudantes nos ajuda a pensar sobre a relação entre a infância e a democracia.

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Painel 2: Mobilizações estudantis frente à demanda política do recreio

O segundo painel do evento tem falas e depoimentos dos estudantes sobre suas mobilizações visando a reivindicação de tempo e espaço de qualidade para o recreio escolar. Traz também um debate sobre os impactos da falta de recreio para as crianças, a partir de produções artísticas elaboradas por estudantes a partir de suas experiências cotidianas de falta ou insuficiência do recreio escolar.

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Painel 3: O "fazer comuns" da escola na relação co-geracional

O último painel do evento traz para debate a construção co-geracional do cotidiano escolar, isto é, a produção do diálogo sobre o recreio a partir do ponto de vista de diferentes gerações: as crianças, os adolescentes, suas professoras e funcionários da escola. A mesa conta com a exibição de um vídeo com entrevistas realizadas por estudantes com suas professoras; a fala de uma representante do movimento estudantil organizado (UBES e AERJ) sobre a questão do recreio; o depoimento da coordenadora pedagógica de uma escola sobre a demanda política do recreio; e a fala de uma pesquisadora da área da infância sobre a relação adulto-criança na escola brasileira contemporânea.

Fotos do evento

Registros fotográficos das mesas, painéis e participantes do evento As Crianças Falam.

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